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O SHOW DO SÉCULO

Divisão do espólio em silêncio Engendra governabilidade. Fantasmas brigam entre si A turba torce e ri e chora Pelos seus santos sorridentes.Votadas as procurações Já dançam as cadeiras  Dos auxílios residência Oitenta maribondos ferram O chefão olha para o lado.O relógio perdeu a corda Não se sabe mais a hora De começar a grande festa. Os instrumentos desafinam A chuva lava o terreiro treme.

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REVISTA SEM CARAS

Soaram as trombetas da tosca ignorância Que despacha habitantes para o cemitério. O mensageiro diligente faz suas visitas E capricha na retórica alvissareira  Ao abrir o sorriso hienesco das escuridões.Estamos seguros da companhia de seguros Cujos prêmios exibe seus lindos vários Calibres de fuzis que não elétricos iluminam A madrugada pontilhada de trêmulos silêncios De confusas pergun...

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PESQUISA

Raro o dia que não procuro Em cima, em baixo ou qualquer Lado que se apresente Não se digna comparecerAquela natural e simples Honestidade infantil Que perdida foi algures Em remotos horizontesOs profissionais abraçam Não a ela pois querem O símbolo teatral dela Nas regras de etiquetaContadas em quantias Tão vaziamente plenas De hipocrisia regulamentar Em algum berço esplendidoAdormentadas ...

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O TREM SINISTRO

     Embarcamos em um trem sinistrode destino ignorado. Olhos semiabertosveem outros olhos reticentesque emigram para um mundo invisívelatentos ao chacoalhar dos vagões. Sérios e atônitos nos perguntamospelo maquinista fantasma que projetaimagens às vezes sorridentesenquanto ao lado são projetadasversões de significados inócuos Tão ausentes de humanidade. Há uma parada no descon...

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AINDA É POSSÍVEL SONHAR?

Acordei com uma pergunta na cabeça: Quem envelheceu, eu ou meus sonhos? Será que ainda existe o país Brasil, Ou os vermes saíram de suas tocas Subterrâneas manchadas de sangue E flutuam pela atmosfera urbana Ruflando descoloridas asas invisíveis?Procurei avidamente no armário da mente Sem achar leve aparência de sonho. O país desensonhado e estrábico  Dobra várias esquinas e atravessa ...

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QUEM APAGOU A LUZ

Que conteúdo escoa por esta incompreensível realidade comandada pela ordem unida de tempos mal passados? A sisudez da intermitente, sinistra e gaguejante gargalhada de ordenação das coisas comuns dos viventes alheios aos movimentos diuturnos na batalha de sobreviventes.O espectro que rondava não ronda mais tão atraente, embora os caça-fantasmas espreitem nas esquinas, embaixo das saias das ...

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O SOL NA CAIXA DE PANDORA

Seria possível enjaular a tenure? Guardar o sol numa caixa de papelão? Chorar a ausência do sonho fugido Ensanguentado, exaurido, expelido Da convivência dos seres comuns?O admirável mundo novo, mais feio Que pensávamos nos olha de soslaio No curvo espaço do tempo perdido Em correrias, amizades, confrarias, Sorrisos e patifarias tão inocentesBravatas acaloradas de teor alcóolico Sorrisos ...

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GRITO EMBUTIDO

Não há nada a dizer do nada que embrulhou nossas vidas num pacote eleitoral trêmulo e agressivo, sem substância, humanamente corrupto, vão.Há algo que quer desabrochar da garganta que engasgada tenta deixar passar um som de alerta pois a mente esperta- mente está refém do nada.Quem ouviria se gritasse? Quem saberia a palavra-passe? O oceano engrossou demais, as estrelas não guiam mais. Pr...

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EU PROFETA

Dizes-me com quem andas Que te mandarei um tuíte Carregado de nuvens Alvissareiras ministeriais  Com arrogância e tudo  Que acompanha a receita De nomes pomposos Compaixão liberdade Igualdade eternidade Fealdade profecias Teimosias imprevidências Reformadas em lamas. Extintos seremos Sem mais nem menos Baratas pré-históricas Recitando rezas midiáticas Povoarão os desertos Ao fugir entre ...

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JOGO DA ADIVINHAÇÃO

Jogam num jogo mudo palavras desconhecidas flutuam pela escuridão sem regra definida chamam-se de excelência cada um de habeas corpus em punho expõem-se ao riso crispado da turba. Adivinhem se puderem. Dou um doce.

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LIQUIDA PROFECIA

O desespero não bateu à porta Mas os urubus já sobrevoam O asfalto escorregadio do medo Pois os caçadores de ilusões  Perdidas estão atentos aos sinais Que virão de várias direções.A noite sobe e a noite desce As horas nas esquinas dobram O espanto sem claro significado Velhas palavras já não falam Nem esclarecem expectativas Novo mapa é necessário.A luz é mais veloz que o som Quan...

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SONHO

Gostaria de ser suave E leve Como o vôo de uma ave Mas o mundo não deixa Manteve Meu desejo de queixa Das injustiças Que no meu país florescem Em hortaliças Do ódio, monetárias, Numéricas E perdulárias. Não me acordem Com autoritária Desordem. Por favor. 

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QUANDO JÁ É AGORA

 Da escuridão nascem as balasque detonam as surpresase as lágrimas outrora presas em humildes valentes falasem busca de igualdade.na escuridão toscas lanternas se tornam teimosos faróisjuntos em encandeados sóisque logo iluminam eternas buscas por negra igualdade.O quando que se torna agoraenfrenta o poder injusto que na ânsia do seu sustoimpede de nascer a aurorada nossa igualdade.  

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ASSOMBRAÇÃO

   O Brasil está mal assombradoA cada esquina um fantasmageme, o ar está verde que não te quero verde se não te calasnas anteparas das manhãsperdidas de balas que não de chocolate, rubras se falasa palavra desapropriada fria-mente pelo medo da escuridão que em vão clareia ao sol do fogo fátuo da liberdade.O Brasil está mal assombrado. Que reza espantaria o odorda morte inesperadam...

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QUE HORA É ESTA?

 Entre palavra e ação um mundode gestos e indecisões navegamtrêmulas no pensar profundo onde traquinas vogais escorregamencharcadas de tempestadessob ventos de elusivas verdades. Como traduzir um sentimento?Palavras atoladas em memóriasmudam o rumo a sotavento fabricam enganosas histórias,iludem aquele mais gulosoque acha mentir mais saboroso.    

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VIAGEM

Embarcação à derivaO tempo navega em mimEm direção ao nadaNo porão esperançasNo convés andançasVárias hesitantesVentos tão cortantesO horizonte escureceE clareia vagaroso Vastamente coloridoSobe e desce o desejoDo último mergulhoCortante entretantoMovimenta o sangueO sol imaginárioSurge mais uma vezA viagem continua.   

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PROCURA-SE

 Escapei incólume do ódio sectárioQue borbulha nas inocentes veiasContemporâneas a procura de sonhos. A luz da escuridão de mentesQue alegremente semeiam esgaresIlumina as calçadas, as casas, as ruas. O sonho viajou sem deixar endereçoNem bengalas, projetos incompletosOu flutuantes cabeças liderantes. Procura-se nova religião.

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ESTRANGEIRO

 Ao dobrar a esquina esqueço o nome das ruas.Ao entrar em casa as paredes não me reconhecem.Minha certidão de nascimento diz que nasci mas não diz quem sou ou o que farei quandocomeçar a falar com algum fantasma oficialoriundo das profundezas do inconcebível. As metamorfoses internas e externasexecutam danças de gestos econômicosao provocar o inaudível som da dúvida. A imaginação i...

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